Wednesday, July 13, 2011

Viver?

Olho sem enxergar,

Engulo sem comer,

Ajo sem pensar,

Existo sem viver...


... a vida se foi.

Wednesday, June 29, 2011

Dor

Muitos são os amores na vida de uma pessoa: o amor aos pais, à família, o amor romântico, o amor aos amigos - e há quem ame incondicionalmente o dinheiro!
Isso não significa que um amor se sobressaia em relação a outro: cada um preenche o coração da pessoa de uma forma, não necessariamente substituindo ou diminuindo o espaço dos outros. Todos possuem seu respectivo lugar, de maneira igual.
Porém, há um caso especial. Há um amor que é sublime, um amor que supera tudo, um amor que transforma. Esse é o amor que dedicamos aos filhos, e só quem é ou já foi pai (ou mãe) pode entender essas trôpegas palavras que neste espaço derramo.
Mas qual seria a diferença desse amor sublime para os demais? Não tenho a pretensão, caro leitor, de dar uma definição categórica sobre isso, apenas expressar meu ponto de vista sobre: o homem não foi feito para perder um filho.
Claro que nenhuma pessoa - ou quase nenhuma - espera perder quem quer que seja. Mas, de uma forma ou de outra, lá no seu íntimo, o homem sabe que a morte é inevitável. E quanto maior a idade de uma pessoa, mais próxima fica dessa inevitabilidade. Eis então a base desse meu ponto de vista: nossos amados pais, a quem devemos eterna gratidão e amor, habitam esse mundo a mais tempo do que nós (obviamente). Nossos avós, tios e demais parentes também caminham nesse sentido. A pessoa escolhida como nosso amor romântico, os nossos amigos podem estar aproximadamente próximos de nossa faixa etária, portanto talvez nunca pensemos a respeito, mas embora trágico e doloroso, não chegariam também a ser uma surpresa total.
Mas com os filhos - ah! Com os filhos é totalmente diferente. Nós os vemos nascer, e isso infere obrigatoriedade de não os vermos morrer. Eles vêm ao mundo para continuar nossa existência. É inadmissível presenciar o nascimento e a morte da mesma pessoa. Pelas pessoas que amamos, somos capazes de matar; pelos filhos, morremos sem hesitação.
E tão grande é o amor pelos filhos, que a perda deles é a pior dor que uma pessoa pode suportar, é algo incomensurável.
Nesse aniversário, meus amigos, essa é a minha dor.

Ao Marco Leopoldo com carinho
Papai

Tuesday, March 22, 2011

Conversa entre dois inspetores num dia comum:

Ela: "blablabla, blablabla, blablabla... eu queria ir à igreja bem cedo, mas uma vez lá eu fiquei com vontade de comer pastel no caminho de volta p/ casa, mas só tinha levado o cartão de crédito comigo"
Eu: "e aceitam cartão de crédito na igreja?"
Ela: "claro que não, né?"
Eu: "ah, vai saber, a Universal está em expansão, devem ter até aquelas maquininhas portáteis de pizzaria p/ dízimo à domicílio"
Ela: "mas não é Universal, é igreja "normal" (?) mesmo, eu fui mandar rezar uma missa e tirei o dinheiro antes"
Eu: "porra, eles cobram p/ rezar missa?"
Ela: "cobrar não cobram, mas a gente faz isso porque... sabe... "
Eu: "Claro que sei, nem Deus resiste a um agradinho..."

Conclusão 1: Suborno é bom e o santo gosta;

Conclusão 2: Judas não foi um traidor, ele apenas foi o que subornou menos.

Monday, March 14, 2011

Sunday, March 13, 2011

Moda ou cafonice?

Sério mesmo que tem gente que curte essa cafonice (os bolsos p/ fora, não a deusa que os usa)? Aqui em Santos as vaquinhas todas estão usando e a vontade que bate é de vomitar na cara de todas elas. Falei mesmo, pronto.

Sunday, March 06, 2011

Inveja

Era uma vez um rapaz lindo, tesão, bonito e gostosão. Por acaso esse rapaz seria minha humilíssima pessoa.
Pois bem, esse rapaz um dia prestou um concurso público, e ficou sabendo que o filho de um amigo seu prestou o mesmo concurso. Quando o resultado do concurso saiu, esse rapaz passou, acertando 35 de 40 questões. O filho do amigo acertou na casa dos 20.
Um belo dia, o rapaz encontrou o amigo e começaram a conversar sobre o concurso. O amigo disse, com uma quê de decepção na voz, que seu filho acertara pouco mais da metade das questões, e em seguida perguntou o desempenho do rapaz. Ao saber, esse amigo disse com tom de desdém:

"Ah, mas você estudou"

Pois bem, o rapaz começou a exercer esse cargo público em meados de 2007. Juntamente a ele, uma moça (tia?) também acabara de ser chamada por esse mesmo concurso. Ao conversarem sobre isso, numdia corriqueiro de trabalho, ela também comentou, desdenhando, do desempenho superior do rapaz:

"Ah, mas você estudou, eu na época trabalhava, não tinha tempo"


Recentemente, o dito cujo prestou outro concurso público, e foi aprovado em 3º lugar! E não é que mais uma pessoa veio com a mesma ladainha do
"ah, você estudou"?
E eis a parte mais legal de todas: o rapaz não estudei! Digo, o rapaz, que sou eu, não estudou! Assim como a colega de funcionalismo, eu (o rapaz... acho que já disse isso) também trabalhava, e com certeza MUITO MAIS do que a tia pensava um dia trabalhar - eu acordava às 5:15 da madrugada p/ entrar às 7 na Alemoa, onde fazia meu turno de 12 horas e chegava em casa às 20:30. Se ela não tinha tempo, imagina eu!
Mas claro que isso não é desculpa, afinal o que não me falta de 3 anos p/ cá é tempo p/ estudar. Eu não estudo por pura preguiça...
Mas o ponto não é esse. O que eu queria saber é o motivo das pessoas não aceitarem o sucesso alheio. Seu complexo de inferioridade é tão grande que precisam arrumar poréns em tudo que as pessoas bem-sucedidas fazem?
E digo mais: uma pessoa estudar p/ um concurso virou demérito desde quando? Pelo jeito que falam parece que é tão errado quanto colar!

Finalizando, mando um salve a todos os invejosos: é sua preocupação em denegrir os outros que os impedem de sair desse lugarzinho no qual se encontram. O talento é para os escolhidos. Se não o possuem, estudem. Quem sabe assim um dia conseguirão algo.


Soundtrack: Don´t Forget Me (Red Hot Chili Peppers)

Thursday, January 13, 2011

Losing my religion?


Olha eu aê postando 2 dias seguidos! Mereço uma cerveja ou não? O que serão os sonhos? Não no sentido metafórico, quero dizer no sentido real, aqueles que ocorrem quando dormimos. Serão meras lembranças/sensações que ficaram armazenadas em nosso subconsciente? Ou serão presságios, avisos de alguém ou alguma força superior? O motivo dessas perguntas é o fato de nesses últimos dias eu ter sonhado com minha antiga religião. Oras eu sonho como se eu voltasse àqueles tempos, oras eu sonho como se eu retornasse e usufruisse novamente daquele convívio, das rotinas, da minha agora extinta fé. Eu até sonho como se voltasse hoje a discursar! Seria isso um chamado, uma nova chance de Deus para que eu me arrependa dessa vida de pecados? Nunca acreditei em sonhos dessa forma, muito menos nesses dias de quase-ateísmo. Quem mal acredita em Deus não pode acreditar em sonhos, né? Seria quase como um ex-amigo Jonas que se dizia vegetariano. Eis o que ele me contou numa segunda-feira, na escola: Jonas: "Caramba Nash (meu antigo apelido), fui em um churrasco sinistro ontem" eu: "Churrasco? Você não era vegetariano?" Jonas: "Sim, mas eu não comi carne. Comi só costela" eu: "ahhh... então tá tudo certo... jumento!" Voltando aos sonhos, eu nunca acrditei neles como avisos ou presságios, mas confesso com toda sinceridade que esses sonhos se repetindo me deixaram intrigado. Eu não tenho sonhos seguidos com faculdade, por exemplo, e gastei meus 3 últimos anos nisso. Já minha antiga religião eu larguei a pelo menos 7 anos. Eu cheguei a sonhar, até que bastante com isso. Mas ocorria bem espaçadamente, não como agora, uns 5 sonhos em cerca de 10 dias. Sinal divino, subconsciente...ou quem sabe a série Sansão e Dalila mesmo. Hey, Mel Lisboa é um ótimo motivo até p/ assistir Ana Maria Braga, po!

Soundtrack: Losing My Religion (REM)