Wednesday, June 29, 2011

Dor

Muitos são os amores na vida de uma pessoa: o amor aos pais, à família, o amor romântico, o amor aos amigos - e há quem ame incondicionalmente o dinheiro!
Isso não significa que um amor se sobressaia em relação a outro: cada um preenche o coração da pessoa de uma forma, não necessariamente substituindo ou diminuindo o espaço dos outros. Todos possuem seu respectivo lugar, de maneira igual.
Porém, há um caso especial. Há um amor que é sublime, um amor que supera tudo, um amor que transforma. Esse é o amor que dedicamos aos filhos, e só quem é ou já foi pai (ou mãe) pode entender essas trôpegas palavras que neste espaço derramo.
Mas qual seria a diferença desse amor sublime para os demais? Não tenho a pretensão, caro leitor, de dar uma definição categórica sobre isso, apenas expressar meu ponto de vista sobre: o homem não foi feito para perder um filho.
Claro que nenhuma pessoa - ou quase nenhuma - espera perder quem quer que seja. Mas, de uma forma ou de outra, lá no seu íntimo, o homem sabe que a morte é inevitável. E quanto maior a idade de uma pessoa, mais próxima fica dessa inevitabilidade. Eis então a base desse meu ponto de vista: nossos amados pais, a quem devemos eterna gratidão e amor, habitam esse mundo a mais tempo do que nós (obviamente). Nossos avós, tios e demais parentes também caminham nesse sentido. A pessoa escolhida como nosso amor romântico, os nossos amigos podem estar aproximadamente próximos de nossa faixa etária, portanto talvez nunca pensemos a respeito, mas embora trágico e doloroso, não chegariam também a ser uma surpresa total.
Mas com os filhos - ah! Com os filhos é totalmente diferente. Nós os vemos nascer, e isso infere obrigatoriedade de não os vermos morrer. Eles vêm ao mundo para continuar nossa existência. É inadmissível presenciar o nascimento e a morte da mesma pessoa. Pelas pessoas que amamos, somos capazes de matar; pelos filhos, morremos sem hesitação.
E tão grande é o amor pelos filhos, que a perda deles é a pior dor que uma pessoa pode suportar, é algo incomensurável.
Nesse aniversário, meus amigos, essa é a minha dor.

Ao Marco Leopoldo com carinho
Papai

1 comments:

Kalil said...

Meus sentimentos baba, muita força pra você, tudo de melhor!